Benedita da Silva · 66 marcos de 1942 a 2026
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Filha da lavadeira Maria da Conceição Sousa da Silva e do pedreiro/lavador de carro José Tobias da Silva, nasceu na favela da Praia do Pinto, Leblon — comunidade depois destruída por incêndio nos anos 1960 (hoje Selva de Pedra).
Recém-nascida, foi para o Chapéu Mangueira, no Leme, onde viveu 57 anos.
Marca o ponto zero de uma trajetória que ela define como "triplo preconceito: mulher, negra e favelada". Toda a obra política dela parte daí.
“Eu vim desse movimento dentro da favela. Foi ali que eu comecei a representar a nossa própria miséria, a nossa própria desgraça e a nossa própria ideologia.”
- Eleita vereadora pelo PT no Rio de Janeiro
- Slogan icônico: "Negra, mulher e favelada"
- Primeira mulher negra na Câmara Municipal do Rio
- Primeira vereadora eleita pelo PT (qualquer cidade)
- Lélia Gonzalez foi assessora dela no mandato
- O ponto fundador da carreira eleitoral
- O slogan vira bordão de identidade que ela carrega até hoje
- Inaugura a linhagem que chegará a Marielle Franco em 2016
“Negra, mulher e favelada" "Eu sou uma preta teimosa.”
- Eleita senadora pelo Rio de Janeiro com 2.248.861 votos (22,7%)
- Primeira senadora negra do Brasil — marca histórica do Senado Federal
- Senado é a casa do federalismo, da composição eleitoral majoritária — Bené chegando ali quebra o teto histórico
- Toda candidatura preta posterior ao Senado tem essa data como referência (Paulo Paim depois, agora ela mesma de novo em 2026)
“Eu não pensei que alguém fosse votar em mim.”
Benedita integra a Delegação Oficial Brasileira (chefiada por Ruth Cardoso) na IV Conferência Mundial sobre a Mulher da ONU, em Pequim (set/1995), representando o Senado ao lado das senadoras Emília Fernandes e Marluce Pinto. Atua no grupo de Direitos Humanos e discursa no Fórum de ONGs sobre a feminização da pobreza. Relata tudo em pronunciamento no plenário do Senado em 19/09/1995.
Coloca Benedita no centro da maior conferência mundial sobre mulheres, cuja Plataforma de Ação moldou políticas de gênero por décadas.
“Senti-me honrada em representar o Senado Federal, como integrante da Delegação Oficial Brasileira, na Conferência de Pequim.”
Lançamento da autobiografia de Benedita, escrita com Medea Benjamin e Maisa Mendonça. Sai em inglês como Benedita da Silva: An Afro-Brazilian Woman's Story of Politics and Love (Food First Books, Oakland, 1997, prefácio de Jesse Jackson); no Brasil como Benedita (Editora Mauad, 1997); e em espanhol pela Siglo XXI (México, 1998). Narra a trajetória da favela do Chapéu Mangueira à política nacional.
Primeira autobiografia de uma mulher negra brasileira da política a circular internacionalmente em três idiomas, com prefácio de líder dos direitos civis dos EUA.
- Anthony Garotinho renuncia para concorrer à Presidência
- Benedita assume como governadora — primeira mulher e primeira pessoa negra a governar o estado do Rio de Janeiro
- Posse em 06/04/2002 (Agência Brasil/EBC)
Realizações:
- Cotas raciais na UERJ (medida pioneira no Brasil)
- 20% do primeiro escalão reservado para pessoas negras
- Foco em direitos humanos e políticas para favelas
- Em 2026, 24 anos desse marco — efeméride 06/04/2026
- Quebra de teto institucional do RJ que ainda não se repetiu (mulher OU pessoa negra)
- Base de credibilidade executiva para campanha 2026 ("ela já governou")
Concorrendo ao governo do RJ que já exercia desde abril/2002, Benedita (PT) é derrotada no 1º turno, em 06/10/2002. Rosinha Garotinho (PSB) vence com 51,30% (4.101.423 votos); Benedita fica em 2º lugar com 1.954.379 votos (cerca de 24,4%). Não houve 2º turno. ⚠️ Correção: a derrota foi no 1º turno (não no 2º).
Principal derrota eleitoral da carreira; encerra sua passagem pelo Executivo estadual. É a contraface do marco da posse (já no banco) e ancora a leitura de 'revanche' rumo a 2026.
- PEC 66/2012 transformada na Emenda Constitucional 72/2013
- Bené foi relatora na Câmara
- Senador Magno Malta sugeriu o nome "Lei Benedita da Silva" para a EC
- Em 2015, regulamentação ampla via LC 150 (FGTS, seguro-desemprego, salário-família)
- Obra-prima legislativa de Bené — a peça que melhor sintetiza biografia (foi doméstica desde os 10) + atuação parlamentar
- Equipara direitos das 6 milhões de trabalhadoras domésticas no Brasil
- Em 02/04/2026 — 13 anos da PEC | data fixa de Beneverso
“A militância política do pobre começa no berço, no bairro, e não no partido.”
Em maio/2023 Benedita é empossada coordenadora-geral da Bancada Feminina da Câmara para o biênio 2023-2025, com as adjuntas Iza Arruda (MDB-PE), Laura Carneiro (PSD-RJ) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP) — a primeira mulher negra a coordenar a bancada. Conduz a articulação dos projetos prioritários e o enfrentamento à violência política de gênero. (Fontes registram eleição em 10/05 e posse em 23/05/2023.)
Liderança feminina nacional inédita na Câmara e plataforma institucional pré-eleitoral para as pautas das mulheres.
“A cada mulher liberta, ela liberta outras mulheres. Combater a violência política de gênero é uma tarefa nossa.”
- Outubro/2025: lançamento do manifesto "Benedita Senadora do Brasil" (beneditasenadoradobrasil.org), que atinge 6 mil assinaturas em 10 dias
- Janeiro/2026: o sambista Neguinho da Beija-Flor desiste do Senado e declara apoio público a Benedita
- 18/04/2026: PT-RJ aprova unanimemente apoio a Eduardo Paes (PSD) ao Governo + Benedita ao Senado
- 24-26/04/2026 — 8º Congresso Nacional do PT (Brasília): Bené reafirma a pré-candidatura ao Senado, com a fala "para ser visto, tem que aquilombar"
“Para ser visto, tem que aquilombar, para poder falar de igual para igual." "Minha disciplina partidária e minha lealdade à unidade política não significam sujeição. Ser companheira não é ter cabresto.”
No 8º Congresso Nacional do PT (Brasília, 24-26/04/2026, cerca de 600 delegados), Benedita reafirma sua pré-candidatura ao Senado e conclama a militância com o lema 'para ser visto, tem que aquilombar'. O congresso a celebrou em 26/04, seu aniversário. ⚠️ Correção importante: o 8º Congresso ocorreu em abril de 2026 — registros que o datam em '2025' estão equivocados.
Projeta nacionalmente a candidatura e consagra o mote 'aquilombar', que vira marca da pré-campanha, ligando luta antirracista e mobilização eleitoral.
“Para ser visto, tem que aquilombar.”